Paraiso Tipu Tipu

Tipo de iniciativa: Permacultura
Estado da iniciativa: (em) frutificação
Localização: Quinta da Larga Vista - Lote 193, Algoz, 8365-091
Telefone: 917934353
Contacto: Candida Shinn
Contacto alternativo: 939349502

Domínios de interesse
Agricultura
Pecuária
Bio-Construção
Eco-Tecnologia
Arte
Educação
Saúde
Espiritualidade
Economia alternativa
Partilha de terra ou equipamentos
Ferramentas Sociais
Outro
Público-alvo
Crianças
Adolescentes
Adultos
Idosos
Famílias
Pessoas com deficiência
Crianças com necessidades educativas especiais
Geral
Outro
Fundado em: maio de 1975
Disponibilidade para visitas: Sujeito a confirmação após contacto
Número de membros envolvidos no projecto: 7
Universo de accção: 100 – 500 pessoas
Projecto inserido em espaço: Rural
Área (ha): 0.5
Descrição: O Paraí­so Tipu Tipu é um projeto familiar com raí­zes no território Algarvio desde o ano 1975. No final do ano 2017 iniciou uma renovação do sonho colectivo que a famí­lia está a criar para o lugar. Um factor comum a todos os membros da famí­lia é viver de forma mais sustentável, e a permacultura é uma das ferramentas que está a ser implementada para esse fim.

Tipu Tipu é a maior árvore que se encontra no lugar, guardiã e observadora de tudo que a rodeia, companheira há várias décadas de todo o evoluir desta famí­lia em constante crescimento evolução.

O sonho colectivo da família é:
"A nossa visão para este lugar requer que este sirva à família como lar e ao mesmo tempo a amigos e à comunidade. Um lugar de meditação, inspiração, soluções e felicidade com sentido comunitário. (...) Será um espaço pedagógico onde a permacultura inspira todos a simplificar a vida, onde faremos um uso racional de energi­a. Fazer crescer uma floresta sustentável para evoluir para uma vida mais saudável através da permacultura. Inclui a simplificação e transformação do futuro com projetos energéticos de referência!"

O terreno tem 5.000 metros quadrados, está inserido numa zona classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN), e na fronteira com uma Reserva Agrí­cola Nacional (RAN).
Este lugar tranquilo no berço rural do Algarve sente-se como um oásis verde, fruto de muitos anos de dedicação ao constante cuidado da biodiversidade vegetal. A fauna local agradece e são pelo menos 25 as espécies de aves nativas que transitam ou habitam o lugar (censo de fevereiro 2018), para além de inúmeros insectos, répteis, ouriços, coelhos, raposas, e outros mamí­feros.

Vegetação que cresce no Paraí­so Tipu Tipu (censo de junho 2018):
- Árvores de frutos (15 tipos de citrinos, maçã, figo, pêra, diospiro, chirimóia, goiaba, 9 tipos de abacate, damasco, pêssego, ameixa, sapote, pitanga, amora, nêspera, manga, banana)
- Árvores de fruta rija (amêndoa, nozes, pecan, macadâmia, pistache)
- Oliveiras
- Alfarrobeiras
- Arbustos de fruta (physalis, romã, maracujá, amora, uva)
- Ervas aromáticas (de tudo um pouco)
- 50 plantas e árvores ornamentais
- vegetação nativa espontânea

Aqui podemos encontrar ainda:
- Horta de camas elevadas com rega
- Composteiras
- Muitos lugares para descansar e meditar na natureza
- Piscina temporária

Atualmente há vários projetos em desenvolvimento:
- bioconstrução de yurta (fase de adequação e terminações)
- rehabilitação de estufa para produção de cogumelos (preparação de materiais)
- renovação de barreira vegetal contra vento
- expansão da horta
- agrofloresta (fase de planeação)
- voluntariado através da plataforma Workaway
(https://www.workaway.info/881982999212-en.html)

O maior desafio a ní­vel de design é a falta de declive, solos extremamentes rochosos, os longos meses sem chuva e a expansão de monoculturas intensivas e convencionais de citrinos nos arredores (impacto na biodiversidade natural local).

O maior potencial que apresenta este lugar são as grandes quantidades de materiais de todo o tipo que sobraram de muitos projetos de instalação de sistemas de rega (anterior actividade profissional dos guardiões do lugar), a grande quantidade de matéria orgânica que tem sido integrada na terra ao longo dos 40 anos através de compostagem e mulching, o respeito pelo equilí­brio natural flora-fauna nas últimas décadas e daí­ há muitos anos não são utilizados produtos sintéticos (fertilizantes, pesticidas, herbicidas), exposição solar consistente em quase todos os meses do ano mas com sombra natural das árvores de grande porte, e o coração grande e sempre curioso da atual guardiã e residente Christine Shinn, que aos 76 anos de idade (em 2018) ainda faz a manutenção de todo o ecossistema e está sempre disposta a aprender de todos e partilhar o seu conhecimento, especialmente sobre jardinagem e a sua paixão pelo mundo vegetal.