Descrição:
O Paraíso Tipu Tipu é um projeto familiar com raízes no território Algarvio desde o ano 1975. No final do ano 2017 iniciou uma renovação do sonho colectivo que a família está a criar para o lugar. Um factor comum a todos os membros da família é viver de forma mais sustentável, e a permacultura é uma das ferramentas que está a ser implementada para esse fim.
Tipu Tipu é a maior árvore que se encontra no lugar, guardiã e observadora de tudo que a rodeia, companheira há várias décadas de todo o evoluir desta família em constante crescimento evolução.
O sonho colectivo da família é:
"A nossa visão para este lugar requer que este sirva à família como lar e ao mesmo tempo a amigos e à comunidade. Um lugar de meditação, inspiração, soluções e felicidade com sentido comunitário. (...) Será um espaço pedagógico onde a permacultura inspira todos a simplificar a vida, onde faremos um uso racional de energia. Fazer crescer uma floresta sustentável para evoluir para uma vida mais saudável através da permacultura. Inclui a simplificação e transformação do futuro com projetos energéticos de referência!"
O terreno tem 5.000 metros quadrados, está inserido numa zona classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN), e na fronteira com uma Reserva Agrícola Nacional (RAN).
Este lugar tranquilo no berço rural do Algarve sente-se como um oásis verde, fruto de muitos anos de dedicação ao constante cuidado da biodiversidade vegetal. A fauna local agradece e são pelo menos 25 as espécies de aves nativas que transitam ou habitam o lugar (censo de fevereiro 2018), para além de inúmeros insectos, répteis, ouriços, coelhos, raposas, e outros mamíferos.
Vegetação que cresce no Paraíso Tipu Tipu (censo de junho 2018):
- Árvores de frutos (15 tipos de citrinos, maçã, figo, pêra, diospiro, chirimóia, goiaba, 9 tipos de abacate, damasco, pêssego, ameixa, sapote, pitanga, amora, nêspera, manga, banana)
- Árvores de fruta rija (amêndoa, nozes, pecan, macadâmia, pistache)
- Oliveiras
- Alfarrobeiras
- Arbustos de fruta (physalis, romã, maracujá, amora, uva)
- Ervas aromáticas (de tudo um pouco)
- 50 plantas e árvores ornamentais
- vegetação nativa espontânea
Aqui podemos encontrar ainda:
- Horta de camas elevadas com rega
- Composteiras
- Muitos lugares para descansar e meditar na natureza
- Piscina temporária
Atualmente há vários projetos em desenvolvimento:
- bioconstrução de yurta (fase de adequação e terminações)
- rehabilitação de estufa para produção de cogumelos (preparação de materiais)
- renovação de barreira vegetal contra vento
- expansão da horta
- agrofloresta (fase de planeação)
- voluntariado através da plataforma Workaway
(https://www.workaway.info/881982999212-en.html)
O maior desafio a nível de design é a falta de declive, solos extremamentes rochosos, os longos meses sem chuva e a expansão de monoculturas intensivas e convencionais de citrinos nos arredores (impacto na biodiversidade natural local).
O maior potencial que apresenta este lugar são as grandes quantidades de materiais de todo o tipo que sobraram de muitos projetos de instalação de sistemas de rega (anterior actividade profissional dos guardiões do lugar), a grande quantidade de matéria orgânica que tem sido integrada na terra ao longo dos 40 anos através de compostagem e mulching, o respeito pelo equilíbrio natural flora-fauna nas últimas décadas e daí há muitos anos não são utilizados produtos sintéticos (fertilizantes, pesticidas, herbicidas), exposição solar consistente em quase todos os meses do ano mas com sombra natural das árvores de grande porte, e o coração grande e sempre curioso da atual guardiã e residente Christine Shinn, que aos 76 anos de idade (em 2018) ainda faz a manutenção de todo o ecossistema e está sempre disposta a aprender de todos e partilhar o seu conhecimento, especialmente sobre jardinagem e a sua paixão pelo mundo vegetal.